quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Perrenoud


     O sociólogo suíço Philippe Perrenoud é um dos novos autores mais lidos no Brasil. Com nove títulos publicados em português, vendeu nos últimos três anos mais de 80 mil exemplares. O principal motivo do sucesso é o fato de ele discorrer, de forma clara e explicativa, sobre temas complexos e atuais, como formação, avaliação, pedagogia diferenciada e, principalmente, o desenvolvimento de competências.
     A abordagem por competências também é utilizada quando Perrenoud fixa objetivos na formação profissional. No livro 10 Novas Competências para ensinar bem numa sociedade em que o conhecimento está cada vez mais acessível:

  1. Organizar e dirigir situações de aprendizagem;
  2. Administrar a progressão das aprendizagens;
  3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação;
  4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho;
  5. Trabalhar em equipe; 
  6. Participar da administração escolar;
  7. Informar e envolver os pais;
  8. Utilizar novas tecnologias;
  9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão;
  10. Administrar a própria formação.    

     Nos dias atuais as idéias deste pensador são as que melhor se encaixam nas necessidades de melhoria no ensino profissionalizante no Brasil.

Veja o comentário de Arnaldo Jabor: http://www.youtube.com/watch?v=o8vRbna0wmM&feature=related

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ÉTICA E DEVERES

ÉTICA E DEVERES DO PROFESSOR

       Algumas coisas devem ser exigidas pela turma, como boas condições para o aprendizado e assim por diante. Há coisas que podem ser feitas pelos professores e que auxiliarão o sistema:
  • motivar o aluno;
  • estar atento às necessidades do aluno;
  • conhecer razoavelmente o assunto;
  • preparar a aula dentro de suas possibilidades e capacidade;
  • ter objetivos operacionais (tarefas objetivas que o estudante/aluno seja capaz de realizar após a sessão de aprendizado.);
  • em cada encontro procurar transmitir algum conhecimento novo e útil, mesmo que em pequena quantidade;
  • ser justo nas avaliações;
  • respeitar o aluno;
  • acreditar na capacidade do aluno;
  • procurar ser amigo do aluno.
        Um dos aspectos importantes que dizem respeito ao professor é ter flexibilidade para lidar com as dificuldades e deficiências eventuais do aluno, bem como com as eventuais habilidades especiais. O aluno deficiente em algum ponto deve receber atenção especial para se superar, e os superdotados devem ser atendidos em sua especial necessidade para que não sejam castrados ou desencorajados a desenvolverem suas habilidades. Tanto um quanto outro são merecedores de especial atenção, pois para cima ou para baixo, diferem um pouco do grupo. Separá-los não é bom para ninguém, mas deixar de dar-lhes atenção também não é produtivo nem humano.
        Uma das experiências que tenho feito e que se tem revelado positiva é exigir mais dos alunos mais capacitados. Mais de uma vez um desses alunos trouxe-me uma questão bem elaborada e com grau 0,5 (em dois pontos possíveis) e a de um colega com uma resposta menos elaborada e com nota 1,0 ou 1,5. Minha resposta era simples: seu colega tinha se superado e feito o seu melhor, ou o melhor que pode com seu esforço, e merecia a nota. Ele que tivera uma nota menor, a recebera porque podia (tendo em vista suas habilidades) ter feito um trabalho melhor. Essa espécie de "desvio-padrão" servia para incentivar os melhores a não "descansarem" sobre sua facilidade de aprender, exigindo mais deles sem prejudicar o rendimento ou desenvolvimento dos alunos normaise até, eventualmente, temporariamente inferiores em capacidade de rendimento.
(fonte: William Douglas - Como passar em provas e concursos. Editora Impetus. p. 540)